Ano I, n. 1, nov. 2014

Editorial

 

A Revista Partilhas é um periódico científico bilíngue anual editado pela IMFIC Editorial pertencente ao Instituto Mineiro de Filosofia Clínica – IMFIC.  O periódico destina-se à publicação e divulgação de artigos inéditos da área de Filosofia, mais especificamente voltados à Filosofia Clínica, além de resenhas e traduções pertinentes à linha editorial da revista. Partilhas aceita trabalhos de professores e pesquisadores da Filosofia Clínica, vinculados à Centros de Formação, Associações Estaduais e À Associação Nacional de Filósofos Clínicos.

 

Neste primeiro número trazemos a colaboração de Flávia Aparecida Sousa com o artigo Análise do filme “O óleo de Lorenzo” a partir da perspectiva metodológica da Filosofia Clínica, onde a autora elabora uma leitura da película a partir dos referenciais empíricos e epistemológicos constante na Filosofia Clínica, bem como realizar uma análise da Estrutura de Pensamento do casal protagonista.

 

O artigo A historicidade pela alteridade: um exercício da clínica para a vida, de Jéssica da Silva Ferreira, trata de três temas muito caros à Filosofia Clínica: a historicidade, a história de vida contada pelo próprio partilhante, a alteridade, um olhar o outro como ele verdadeiramente é, baseado no pensamento do filósofo lituano Lévinas e a escuta, atitude imprescindível na clínica, fundamentado na obra do filósofo clínico Will Goya.

 

Arthur Bispo do Rosário: a criação artística como dado de semiose. É o artigo apresentado por Marta Claus. Neste texto, Marta elabora uma análise do trabalho desenvolvido por Bispo do Rosário, onde sua leitura do mundo era transmitida através de suas obras realizadas quando já estava recluso no Manicômio Juliano Moreira, no Rio de Janeiro.

 

Sócrates e a Filosofia Clínica é o artigo apresentado por Luiz Fernando Bandeira de Melo que traz algumas semelhanças entre os métodos socrático e packteriano em relação à análise do comportamento do homem.

Tânia Elias de Jesus, busca em seu artigo Semiose e plasticidade emocional nos instiga com questões sobre a relação da pessoa com o mundo exterior e como esta expressa, se expressa, seus sentimentos de forma estética?

 

Práxis da alteridade: a filosofia clínica e o não silenciamento do outro é o artigo apresentado por Aline Silva, no qual aborda modos de como algumas das psicoterapias tradicionais silenciam o outro, como elencado por Will Goya em sua obra A Escuta e o Silêncio. Mostrando a filosofia clínica como uma possibilidade de terapia ao levar em conta a alteridade.

 

Elizabeth Efigênia da Costa Alves colabora na seção Reflexão. Nos provocando com um questionamento bem atual: É a Educação: importante ou prioritária?

 

Em nossa seção de Resenhas, contamos com a colaboração de José Maurício de Carvalho, com análise de duas obras de Lúcio Packter:  Filosofia Clínica (2001) obra introdutória básica ao estudo da filosofia clínica e Ana e o Dr. Finkelstein (2003) que retrata os procedimentos terapêuticos, de forma romanceada, para uma compreensão da prática clínica.

 

A ilustração da capa foi realizada pelo artista plástico Marciano Schimitz. Pintor, escultor e professor. Sua formação inicial foi no Instituto de Belas Artes, em 1967. Nos seus primeiros desenhos demonstra a influência do movimento surrealista e da pintura metafísica. Na década de 1970 integra dois movimentos de conscientização e interiorização da arte: Cavalo Azul e Casa Velha. Schimitz considera que seu trabalho possui atualmente três linhas principais. A primeira surge do seu contato com o meio rural, influenciado por sua reclusão no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo/RS, faz nascer as obras nativistas. A segunda, que demanda mais pesquisa, é a série sacra e a última que ele denomina “eu por eu mesmo”, é onde se refere às suas percepções do mundo.

 

Boa leitura.

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